Olho as flores e não vejo flores…
Vejo pequenas constelações humanas.
Cada uma com o seu centro, as suas histórias, as suas fragilidades.
Contudo, nenhuma foi desenhada para existir isolada.
A beleza não está apenas na perfeição de cada círculo.
Está no espaço entre eles.
Nesse vazio que os aproxima, que convida à ligação, que transforma indivíduos
em comunidade.
Porque somos um pouco assim:
seres incompletos à procura de cumplicidades,
procurando na presença dos outros a coragem para florescer.
Talvez a felicidade seja isto:
uma rede invisível de ligações,
tecida de presença, cuidado e Afecto.
E, quando os laços são verdadeiros, a solidão perde
território.
Então, devagar, a vida deixa de ser apenas sobrevivência
e passa a ser pertença. 🌸
13.Junho.2026