domingo, 29 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Equívocos.
Há medo de entregas, mesmo das entregas menores e quase casuais.
Daquelas que são essenciais para transformar o banal em qualquer coisa que seja.
Há medo palpável dos outros.
E em caso de dúvida, permanece-se no mesmo ponto.
Qualquer dia prefiro a natureza às pessoas. Essa nunca me defrauda quando me entrego. O pássaro canta sempre, o sol nasce sempre, a folha cresce sempre, o rio corre sempre no seu leito. E eu, sinto! que é só para mim.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Novo parágrafo
Há muitos pontos finais na nossa vida...
Pelo meio, vírgulas e reticências... tantas... tantas...
Algumas exclamações!
E interrogações sem conta (?????)
E, porque há novos dias, novos amanheceres, com novos sóis
que brilham apenas para nós... tantos outros recomeços.
Parágrafos com novos sentidos e sentires...
O mesmo espaço... um novo espaço!
Já não há janelas, nem portas, nem paredes...
Há o Mundo e Eu!
Pelo meio, vírgulas e reticências... tantas... tantas...
Algumas exclamações!
E interrogações sem conta (?????)
E, porque há novos dias, novos amanheceres, com novos sóis
que brilham apenas para nós... tantos outros recomeços.
Parágrafos com novos sentidos e sentires...
O mesmo espaço... um novo espaço!
Já não há janelas, nem portas, nem paredes...
Há o Mundo e Eu!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
Magnolia
Há mais de uma década, prometi a mim própria que nunca mais veria um único filme junto de alguém que troçasse de mim por eventuais lágrimas e emotividades provocadas pelo seu conteúdo. Cumpri à risca!
Fui, pois, acumulando filmes como se coleccionam livros, aguardando o momento oportuno ou a companhia adequada para a sua "leitura"...
Talvez por isso, só hoje, vi Magnólia... Sozinha! E aos pedaços pequenos porque, no seu realismo de mostrar as loucuras dos banais quotidianos de pessoas ao acaso, das suas vidas, da própria Vida, demonstra que o acaso nunca é acaso e que as coincidências só ocorrem porque concorrem para algo determinado e confusamente com sentido. E por todas essas questões me serem tão próximas, chorei, sem ninguém ao lado para me confortar mas no conforto, contudo, de não sentir a troça alheia pelas minhas lágrimas.
http://www.youtube.com/watch?v=hAWDEsgMahQ&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=hAWDEsgMahQ&feature=related
sábado, 24 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
a gente…
O cheiro… a luz… a gente… a gente! o terceiro elemento nesta viagem de sentidos com sentido…gente que senti afável, boa. Minha!
Fiquei por ali, por largos minutos, à entrada do Bazar a falar com Bega… a perguntar-lhe a idade, o que fazia para além de vender legumes, o que pensava, a enaltecer-lhe o jeito de “bordadeira”. Prometi regressar rapidamente para lhe comprar cenouras, o único legume que poderia apreciar em quarto de hotel à laia de fruta. Escolhi duas belas e pujantes cenouras em troca dos 15 meticais que me custaria um quilo. Nunca senti tanto agradecimento no olhar e nas palavras por conta de coisa nenhuma.
O sorriso de Bega ficou registado na minha máquina fotográfica e o adocicado das cenouras de Bega por muito tempo no meu registo de paladares especiais.
E não me venham dizer que é apenas do meu jeito de olhar… não apenas… as pessoas em Maputo são boas pessoas no seu todo… têm expressão fácil, sorriso fácil, palavra fácil e, contudo, como estão presos a quotidianos difíceis.
Deambulei pelas ruas, pelas avenidas, pelos lugares de comércio (afinal todo e qualquer lugar é de comércio), pelos monumentos, um pouco por todo lado, sempre deslumbrada pelas gentes que me circundavam e me olhavam com a curiosidade natural de verem uma mulher branca calmamente a andar por ali, a olhar em redor, a apreciar, a falar sem receio.
Tanta gente que fixei. Porém é pelo sorriso de Bega que começo. Um sorriso puro e genuíno de mulher muito jovem, feliz de lhe gabar a arte de tecer com feijão verde a banca tosca de legumes dispostos num saco branco de substracto aberto ao meio à laia de esteira, numa das entradas do Bazar de Maputo. Um sorriso tão cheio de confiança nas minhas palavras, no meu “volto já e levo qualquer coisa, vou só trocar meticais”, no meu elogio sincero sobre a sua beleza e o seu cuidado e esmero na disposição das couves e dos limões.
Fiquei por ali, por largos minutos, à entrada do Bazar a falar com Bega… a perguntar-lhe a idade, o que fazia para além de vender legumes, o que pensava, a enaltecer-lhe o jeito de “bordadeira”. Prometi regressar rapidamente para lhe comprar cenouras, o único legume que poderia apreciar em quarto de hotel à laia de fruta. Escolhi duas belas e pujantes cenouras em troca dos 15 meticais que me custaria um quilo. Nunca senti tanto agradecimento no olhar e nas palavras por conta de coisa nenhuma.
O sorriso de Bega ficou registado na minha máquina fotográfica e o adocicado das cenouras de Bega por muito tempo no meu registo de paladares especiais.
Propriedade Privada!
Muito a propósito partilhei imagens e sentires com amigo distante nos dias, mas próximo do coração e com o qual tenho em comunhão esse sentido de África, pela naturalidade que nos é comum.
Em troca, recebi uma história ‘deliciosa’ [parafraseando alguém que também e desde sempre nos foi comum em sentires].
Não me contendo, pedi-lhe autorização para a publicar neste espaço, também ele, de sentires.
Quando lá estive, o programa em que trabalhávamos ficou com uma dessas casas que estava abandonada e que era de facto muito bonita. Recuperámos a casa e nela ficou a viver um colega mais a sua mulher. Já tinha reparado que, a ladear o portão de entrada das casas, existiam duas enormes casuarinas e, na da direita mas muito alto, estava fixada uma chapinha branca esmaltada com um debrum azul com uma qualquer coisa escrita numa língua incompreensível! Estranhei e sempre que lá ia olhava para a dita chapa esmaltada.
Num qualquer sábado em que estávamos a preparar o almoço, ao mesmo tempo que capinávamos o que fora um jardim, reparei que se encontrava à porta uma senhora branca, muito elegante e seguramente com mais de 65 anos. Era, claramente uma pessoa idosa que olhava para dentro com uma curiosidade muito intensa...
Não resisti, larguei o que estava a fazer e fui até ao portão, cumprimentei-a e perguntei-lhe se desejava alguma coisa.
A resposta foi brutal:
- Esta casa é minha!
Antevendo grande borrasca, ainda balbuciei que não tinha percebido o que estava a dizer, mas chamei logo o meu colega. Afinal, era ele que vivia na casa!
Despediu-se, sem entrar, e não resisti e perguntar-lhe se saberia dizer-me o que estava escrito na tal placa esmaltada pregada na casuarina.
Olhou, espantou-se coma altura a que a mesma se encontrava, comentando que o marido a tinha colocado à altura dos olhos, na época.
Sorriu...sorriu com espanto e ironia e respondeu-me:
“- Propriedade privada em holandês”.»»
Li e reli a história partilhada pelo Pedro (Dornellas, pois é dele a sua autoria) e não resisti a devolver-lhe o meu sentimento perante a minha própria casa, que deixei para trás em criança…
Aqui vai, para vós…
««Olá minha ‘belamiga’
Vou-te contar uma história verdadeira e no mínimo invulgar.
Conheces a Namaacha e portanto sabes que logo, logo, à entrada da vila, vindos de Maputo por Umbeluzi -esta é só para ti que conheces a terra - se desejares ir à cascata, (percebi por ti que está um bocado seca, mas não esqueço os enormes bambus e o ‘craq, craq’ que fazem ao roçar uns nos outros, com o vento) viras logo à tua direita... Nessa estrada há do lado esquerdo uma série de casas muito boas e bonitas que a classe média colonial tinha construído para os seus fins-de-semana na chamada Sintra de Moçambique.
Quando lá estive, o programa em que trabalhávamos ficou com uma dessas casas que estava abandonada e que era de facto muito bonita. Recuperámos a casa e nela ficou a viver um colega mais a sua mulher. Já tinha reparado que, a ladear o portão de entrada das casas, existiam duas enormes casuarinas e, na da direita mas muito alto, estava fixada uma chapinha branca esmaltada com um debrum azul com uma qualquer coisa escrita numa língua incompreensível! Estranhei e sempre que lá ia olhava para a dita chapa esmaltada.
Num qualquer sábado em que estávamos a preparar o almoço, ao mesmo tempo que capinávamos o que fora um jardim, reparei que se encontrava à porta uma senhora branca, muito elegante e seguramente com mais de 65 anos. Era, claramente uma pessoa idosa que olhava para dentro com uma curiosidade muito intensa...
- Esta casa é minha!
Antevendo grande borrasca, ainda balbuciei que não tinha percebido o que estava a dizer, mas chamei logo o meu colega. Afinal, era ele que vivia na casa!
Era uma mulher idosa, magra, não portuguesa, suave, muito suave e delicada e, também, muito firme.
Ficámos à conversa junto ao portão. Recusou todos os convites para entrar, conversou sobre a orientação da casa, dos quartos, da cave, do jardim e do galinheiro e, sobretudo, o que ela (holandesa) e o seu marido italiano tinham posto de si, em amor e expectativas nessa casa que foram construindo ao longo de 10 anos e como tinham sonhado aí passar a sua velhice...
Explicou-nos que tinham ido para Moçambique e por lá tinham passado toda uma vida, criado e educado os seus 2 filhos e que em 1975, tal como muitos outros, se tinham ido embora para Itália, onde ainda viviam. O filho tinha terminado o curso e fora também ele para Moçambique como cooperante, tendo-se enamorado e casado com uma moçambicana. Era viúva, tinha vindo ao casamento do filho, e depois de muita hesitação, acabara por não resistir. Tinha vindo à Namaacha ver a sua casa. Continuou terminantemente a recusar-se a entrar (como é fácil compreendê-la!) mas foi repetindo que estava muito contente por ver a sua casa bem tratada e a conversa foi assim decorrendo, suave e impressionante.
“- Propriedade privada em holandês”.»»
Li e reli a história partilhada pelo Pedro (Dornellas, pois é dele a sua autoria) e não resisti a devolver-lhe o meu sentimento perante a minha própria casa, que deixei para trás em criança…
««que história linda, Pedro...
eu também encontrei a minha casa... encontrei-a em 7 minutos mal contados a partir do hotel. Ninguém me explicou a sua localização e, embora a toponímia das ruas tenha sido alterada, eu não tive qualquer dúvida. Recordo-te que saí de Moçambique com pouco mais de 9 anos de idade…
Estava, pois, apreensiva. Se a encontrasse ‘escaqueirada’ pelo tempo ou sobretudo pelo vandalismo ficaria de rastos, isso era certo.
Contudo, estava toda arranjada, parecia até uma casa de construção recente e não com perto de meia década, protegida por muros e gradeamentos eléctricos. Do que apurei, parece que vive lá uma importante figura local.
Fiquei do lado de fora a olhar o segurança que circulava para trás e para a frente e o jardineiro que andava também por ali a arranjar o jardim e a pensar – a sentir!- que a preferia assim arranjada e bonita e que me sentia feliz de a ver utilizada por terceiros, um espaço de vida e acolhimento para outros...
Depois, recordei-me do seu interior, do meu quarto e da sala de brinquedos, das salas amplas onde via a minha ama cor-de-chocolate a dançar a marrabenta, o varadim onde lanchava chá-muito-preto e pão-frito e onde brincava e fazia os trabalhos de casa na mobília alentejana em miniatura, azul com flores coloridas, da palmeira torta que me deixava subir no seu dorso até quase lhe tocar as folhas, das mangueiras que ladeavam o quintal e que já não existem, dos meus cachorros, nascidos no mesmo dia que eu... fiquei por ali a sonhar...
E, sabes, já passaram quase dois meses e ainda não caí em mim. Absorvo, aos golinhos pequenos, as sensações vividas então e que têm de dar para me encher o coração por muito tempo…
O ‘Butcha’ taxista, insistiu em tirar-me fotos junto ao portão. Acedi, um pouco nervosa. Fiz bem, contudo. Posteriormente, a minha mãe bebeu avidamente essas imagens.
Não pedi para entrar... afinal era "propriedade privada" e não teria qualquer lógica, não é?»»
Fiquei do lado de fora a olhar o segurança que circulava para trás e para a frente e o jardineiro que andava também por ali a arranjar o jardim e a pensar – a sentir!- que a preferia assim arranjada e bonita e que me sentia feliz de a ver utilizada por terceiros, um espaço de vida e acolhimento para outros...
Depois, recordei-me do seu interior, do meu quarto e da sala de brinquedos, das salas amplas onde via a minha ama cor-de-chocolate a dançar a marrabenta, o varadim onde lanchava chá-muito-preto e pão-frito e onde brincava e fazia os trabalhos de casa na mobília alentejana em miniatura, azul com flores coloridas, da palmeira torta que me deixava subir no seu dorso até quase lhe tocar as folhas, das mangueiras que ladeavam o quintal e que já não existem, dos meus cachorros, nascidos no mesmo dia que eu... fiquei por ali a sonhar...
E, sabes, já passaram quase dois meses e ainda não caí em mim. Absorvo, aos golinhos pequenos, as sensações vividas então e que têm de dar para me encher o coração por muito tempo…
O ‘Butcha’ taxista, insistiu em tirar-me fotos junto ao portão. Acedi, um pouco nervosa. Fiz bem, contudo. Posteriormente, a minha mãe bebeu avidamente essas imagens.
Não pedi para entrar... afinal era "propriedade privada" e não teria qualquer lógica, não é?»»
domingo, 20 de junho de 2010
a luz...
A vida começa cedo em África...
Aos primeiros raios de luz, os pássaros despertam, as gentes despertam, eu desperto... começa a vida!
Aos primeiros raios de luz, os pássaros despertam, as gentes despertam, eu desperto... começa a vida!
Aos primeiros raios de luz, lá pelas cinco e pouco a comunidade já densa de muçulmanos louvam na mesquita ao seu Deus, posicionados a Meca e as suas ladaínhas entram em catadupas pelas janelas escancaradas do meu quarto de hotel...
Dormi de janelas abertas... a temperatura, pela noite, não passou a fronteira dos 19 graus e o calor e a humidade do ar ajudaram-me a respirar melhor, esquecendo bronquites-de-velhos-continentes.
Do 12º. andar do hotel com vista sobre a cidade... a cor é outra, agora. Já não é apenas o cheiro que me conquista as narinas. É a luz que me cativa o olhar. E com a luz, impera o branco da Catedral, das escadarias, dos prédios mais além. Uma luz clara de manhã quase límpida.
Permanece a sensação de pertença.
Flutuo por ali, por sobre o casario que ainda reconheço-quase-de-cor... o jardim... o prédio onde se situava a empresa e os estúdios dos meus pais, o outro, da Cooperativa onde eu, ao lanche, invariavelmente bebia leite frio com torradas e onde comi os primeiros iogurtes, frescos, do dia, amargos de nascença, adoçados aos quilos com açucar-de-cana... o edifício do Rádio Clube de Moçambique... o da Câmara Municipal, a antiga Praça Mouzinho de Albuquerque...
Sensações tão nítidas de um passado distante, tornadas certezas vívidas e actuais.
Flutuo por ali, por sobre o casario que ainda reconheço-quase-de-cor... o jardim... o prédio onde se situava a empresa e os estúdios dos meus pais, o outro, da Cooperativa onde eu, ao lanche, invariavelmente bebia leite frio com torradas e onde comi os primeiros iogurtes, frescos, do dia, amargos de nascença, adoçados aos quilos com açucar-de-cana... o edifício do Rádio Clube de Moçambique... o da Câmara Municipal, a antiga Praça Mouzinho de Albuquerque...
Sensações tão nítidas de um passado distante, tornadas certezas vívidas e actuais.
A vida começa cedo em África... aos poucos, a cidade desperta num alvoroço incontrolável... começa o corropio do trânsito, as buzinas, o burburinho das gentes, os sons do porto mais ao fundo e da estação dos caminhos-de-ferro...
Também eu desperto cedo com a luz a jorros e parto cedo à redescoberta da minha cidade... pouco passa das sete, sózinha pelas ruas, mas tão cheia de luz e de sentido que não tenho capacidade para ser mais feliz nesse momento.
Também eu desperto cedo com a luz a jorros e parto cedo à redescoberta da minha cidade... pouco passa das sete, sózinha pelas ruas, mas tão cheia de luz e de sentido que não tenho capacidade para ser mais feliz nesse momento.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
o cheiro...
quando cheguei, o que me impressionou foi o cheiro...
depois de 10 horas a respirar o ar pressurizado do grande pássaro, a intensidade da terra molhada de chuva a entrar-me pelo nariz, pelos poros...
o cheiro mais profundo das minhas raízes, presas naquele chão molhado...
o cheiro de África...
um odor quente a envolver-me sem me sufocar
a fazer-me sentir que trinta e alguns anos depois aquela ainda era minha terra, para além de uma mera e quase etérea evocação no meu bilhete de identidade...
da varanda do meu quarto debruçada sobre a Sé, por longos e eternos minutos contemplei a minha cidade...
tantas décadas à procura do que sou, de quem sou... e ali, naquele momento, a certeza de pertença ao espaço e ao tempo.
vou mais além... talvez!
fazer-de-conta deixou de ser válido
abro as janelas... escancaro-as...
e fico por aqui, apenas a encher os pulmões do ar puro da serra ou
vou por aí, percorrendo continentes à procura das verdadeiras raízes.
corro por ali, àvida da vida que não sei viver ainda
ou finco os pés neste solo que é meu, por vezes.
fazer-de-conta deixou de fazer sentido
não quero fazer-de-conta.
quero ser!
vou mais além... talvez!
abro as janelas... escancaro-as...
e fico por aqui, apenas a encher os pulmões do ar puro da serra ou
vou por aí, percorrendo continentes à procura das verdadeiras raízes.
corro por ali, àvida da vida que não sei viver ainda
ou finco os pés neste solo que é meu, por vezes.
fazer-de-conta deixou de fazer sentido
não quero fazer-de-conta.
quero ser!
vou mais além... talvez!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
OBRIGADA por terem estado aí -desse lado!- para mim...
Termina o ciclo das quatro estações da natureza de Maria da Serra Verde.
Com o novo ano, novos desafios…
Com o novo ano, novos desafios…
estímulos que me chegam para além das janelas…
e que envolvem uma disponibilidade a novos projectos criativos.
e que envolvem uma disponibilidade a novos projectos criativos.
Haverá terra fofa e fértil onde eu possa lançar sementes.
Sei que algumas destas germinarão e transformar-se-ão em belas flores ou
belas e resistentes árvores ou
tão somente em belas ervas de beira de caminho que ,na sua simplicidade, compõe e pincelam as paisagens.
Sei que algumas destas germinarão e transformar-se-ão em belas flores ou
belas e resistentes árvores ou
tão somente em belas ervas de beira de caminho que ,na sua simplicidade, compõe e pincelam as paisagens.
Obrigada por terem estado aí -desse lado!- para mim.
ana

O blog Faz-de-conta-que-abro-as-janelas [surgiu em 2007, da minha necessidade em assumir oana

sentimento de pertença por um local, base de uma identidade redescoberta por força das circunstâncias da vida.
Um projecto criativo que nasceu, cresceu e evoluiu como pele de mim, colada a uma ideia de aceitar a natureza, esta natureza!, como a minha própria natureza.
Hoje, dia 31 de Dezembro de 2009, este espaço encerra o seu ciclo de vida… novos desafios se deparam no meu futuro.
Maria da Serra Verde, a expressão mais poética de mim, avançará noutras formas de ver o mundo…
Já não tem valor apenas ‘fazer-de-conta’… porém, não posso diminuir ou esquecer todo o passado recente e todo o valor desse percurso de ‘fazer-de-conta’ o qual partilho com todos aqueles que participaram neste meu percurso delineado ao ritmo do próprio ciclo da natureza.
Foram aproximadamente três centenas de comentários que recebi, às quase 200 mensagens de texto e mais 700 imagens que publiquei. Uma partilha que considero extremamente íntima e gratificante, independentemente do espaço público, em que ocorreu.
Um abraço a cada um e a todos vós.
Obrigada por tudo.
Um bom e feliz ano de 2010
Um bom e feliz ano de 2010
Ana Souto de Matos
Lousã, 31 de Dezembro de 2009
Lousã, 31 de Dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
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Autoria e Agradecimento
Todos os textos e imagens são de autoria de Ana Souto de Matos.
Todos os direitos estão reservados.
São excepção as fotografias do Feto Real e do Cardo que foram cedidas pelo João Viola. As raras imagens captadas na Net com e sem identificação de autor, encontram-se devidamente referenciadas.
Todos os direitos estão reservados.
São excepção as fotografias do Feto Real e do Cardo que foram cedidas pelo João Viola. As raras imagens captadas na Net com e sem identificação de autor, encontram-se devidamente referenciadas.

