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sábado, 9 de maio de 2020

quarta-feira, 28 de março de 2018

Há gestos que iluminam os dias sem sol...


"Junquem de flores o chão do velho mundo:
Vem o futuro aí!
Desejado por todos os poetas
E profetas
Da vida,
Deixou a sua ermida
E meteu-se a caminho.
Ninguém o viu ainda, mas é belo.
É o futuro...."
.
Miguel Torga 


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[Há prendas boas...daquelas que iluminam o dia! Mesmo os dias sem sol! 
Em formato de Poesia, dizem tanto, dizem mais ainda...
Obrigada Teresa]
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sábado, 30 de dezembro de 2017

Olho para TI....

olho para TI…
O meu CORAÇÃO inquieta-se

olho para TI…
E não sei dizer o tempo deste SENTIMENTO… 
                   (desde SEMPRE, é muito tempo?)

SEI –todavia- 
que qual pequena NASCENTE que brota do degelo após o Inverno frio
e, num repente, já é regato
e, logo depois se transforma em riacho
este SENTIMENTO flui como um RIO nas minhas veias, atravessa o PENSAMENTO e alcança o CORAÇÃO.

olho para TI
e, num instante, já te transformaste em SEMENTE que com a água germinou e cresceu planta, depois ramos, a seguir ÁRVORE, enfim FRUTO.

olho para TI
E és PEDRA, ROCHA, negras penedias em XISTO, aldeias escondidas na SERRA, escarpados vales VERDES, cobertos de FLORESTA.

olho para TI
E reconheço-TE minha… 
                    [Sabes? 
                    É que tu e eu temos a mesma ALMA SERRANA, aquela que se entrega só        depois de prova de LEALDADE, 
após as tempestades invernosas e o ardente estio, 
florindo só então –C O N F I A D A M E N T E- nos tons rosas e  roxos da URZE bravia que, mais tarde, se transforma em travo agridoce de MEL.]

olho para TI
E vejo GENTE BOA, daquela gente que abre os braços para acolher quem a procura…
daquela gente que tem orgulho dos seus USOS, 
dos seus COSTUMES, 
da sua CULTURA, 
da sua HISTÓRIA, 
GENTE que tem ORGULHO em ser quem é… em ser DAQUI.

olho para TI
és o meu TEMPO sem tempo
porque tenho em mim MEMÓRIAS tuas de passado, sinto o teu PRESENTE nos meus dias 
mas é o FUTURO que  antevejo de quem deseja PERMANECER e ser FELIZ 

olho para TI
 e o meu coração inquieta-se…

Sinto que és a minha RAIZ       
O meu CERNE
A minha MONTANHA
O meu TRILHO
A minha CASA
A minha FAMÍLIA
A minha VIDA.

olho para TI 
e sinto A M O R
A M O R

E, o meu amor tem NOME PRÓPRIO!
Sabes que falo de ti, não sabes?

Natural e Simplesmente 
És  (a) Minha
LOUSÃ!



Tributo à Lousã, enquanto sentido de Vida!
Ana Souto de Matos
Dezembro.2017

domingo, 21 de maio de 2017

a Natureza faz-me feliz...

A Natureza faz-me feliz!....

(e, por vezes...por vezes, de quando em quando... A das Pessoas, também)








sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O TEMPLO...


Muitos refugiam-se na Igreja para encontrar a serenidade do seu Deus. Não contesto. Cada um tem a sua forma de se chegar perto!

Há muito que o meu templo de Paz é a Natureza, simultaneamente, espaço e divindade, assumindo género feminino na acepção, lugar amplo -sem fronteiras de janelas, teto ou chão- extensão profusa de vida.

Sou uma privilegiada, não preciso de calcorrear grandes caminhos para encontrar dessa paz que só a Natureza-Mãe me sabe conferir.

Basta-me –quase ao lado dos quotidianos- prosseguir ao encontro da serra, com a sua floresta e rios. Então, aí, longe por algumas horas de qualquer assomo de vida humana, calcorreando caminhos, veredas, atalhos e trilhos quase indecifráveis, encontro-me com o mais telúrico, criando lugar para a reflexão, para o sentido mais despojado, para a compreensão mais simples do mundo.

Posso, então, absorver do que me envolve e criar dentro de mim, energia para algum entendimento da minha própria natureza, quiçá, para algum entendimento da própria Humanidade.

Depois, imbuída do azul e verde, apanágio dos regatos e das árvores, do orvalho e da clorofila, regresso -por fim- aos circuitos de todos os dias com mais de mim, porventura, um pouco renovada, para então -melhorada na minha própria versão- me partilhar com os que me rodeiam.




segunda-feira, 14 de novembro de 2016

...quando a Natureza é uma tela...




























- ALMA SERRANA - A Urze Rosa


 Do rosa ao roxo,
como se a vida se vivesse numa só estação...

Florir-me, suave e pura
–tão suave, tão pura-

Abrir-me em tons fortes...seduzindo com o meu ar maduro
Quem esvoaça em meu redor em busca dos segredos que encerro...

Perder-me no Verão
-e na vida-,
já carregando a cor forte e escura de quem
absorveu a sabedoria que é a dos montes e a do vento...
a das cabras e das abelhas.

A da chuva e a do sol intenso...








...delicadeza...


segunda-feira, 16 de maio de 2016

(?)

 de que me servem as palavras (?)
se não me expressam?

de que me servem os olhares(?)
se não me levam mais além?

de que me servem os sentimentos (?)
se não me acalentam?

de que me servem os sonhos (?)
se me iludem?

de que me serve a vida (?)
se não me cumpro? 



Autoria e Agradecimento

Todos os textos e imagens são de autoria de Ana Souto de Matos.

Todos os direitos estão reservados.

São excepção as fotografias do Feto Real e do Cardo que foram cedidas pelo João Viola. As raras imagens captadas na Net com e sem identificação de autor, encontram-se devidamente referenciadas.