sexta-feira, 7 de outubro de 2016

...diálogos... (1)







































-Estás triste? - a Amiga perguntou.
-Mas... vê-se? - questionou.


A Amiga com receio de indiscrição atalhou o assunto.
-Não sei. Pareceu-me! Assim... o olhar perdido no horizonte.

Por uns momentos, ela calou os motivos dentro de si.
-Pois...estou, efectivamente, triste!

Calou-se de novo, por uns segundos e continuou.
-Cá bem dentro, enraizada... a tristeza! Tento não mostrar mas, por vezes, a disciplina esmorece.

A Amiga pensou compreender.

...inalcançável...

olho o horizonte e (des)encontro-te...

domingo, 29 de maio de 2016

'Palavras Perdidas'

Para onde vão as 'Palavras' que não proferimos?
Como se (me) desgastam?
Como se (me) consomem?



(e os sentimentos? Os sentimentos para onde vão?)

terça-feira, 24 de maio de 2016

segunda-feira, 16 de maio de 2016

(?)

 de que me servem as palavras (?)
se não me expressam?

de que me servem os olhares(?)
se não me levam mais além?

de que me servem os sentimentos (?)
se não me acalentam?

de que me servem os sonhos (?)
se me iludem?

de que me serve a vida (?)
se não me cumpro? 



Saudades...

























Colaram-se à pele estas saudades de coisas sentidas mas inacabadas


sexta-feira, 13 de maio de 2016

por uma questão de milímetros...



M
I
L
Í
M
E
T
R
O

a

M
I
L
Í
M
E
T
R
O

não me desvendaste

M
I
L
Í
M
E
T
R
O

a

M
I
L
Í
M
E
T
R
O

não te descobri  

milímetro  a milímetro...
numa métrica de sentidos e sentires e sabores e odores
em revelação mútua dos sulcos da pele e do entendimento
em aventura de compreensão e partilha
que não existiu
e
onde
cada UM
não contribuiu  para a construção de uma medida certa 
numa justa proporção de cumplicidade a DOIS

M
I
L
Í
M
E
T
R
O

a

M
I
L
Í
M
E
T
R
O

não me desvendaste

M
I
L
Í
M
E
T
R
O

a

M
I
L
Í
M
E
T
R
O

não te descobri  

e

por

M
I
L
Í
M
E
T
R
O
S

não acontecemos!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

...o outro lado do espelho...


Paz!


...dos olhos e dos olhares...

 Se me lesses os olhos
-assim- 

de pertinho, quase toque… 

sentirias a intensidade do mundo em mim
e que corre em profusão
a vontade –que controlo- de te dar a energia
que flui e me arrepia
a partilha -quase dádiva-
deste sentimento e sentido que se revela para ti.


Se me lesses os olhos
-assim- 

de pertinho, quase toque…
entenderias tudo isso e muito mais,
e talvez! até a Ternura.

terça-feira, 26 de abril de 2016

...Há Momentos Perfeitos!... (4).... PAZ




...História de uma Cerejeira...

 ...tanto te imaginei que aconteceste!!!...
A FLOR   


em menos de duas semanas
as flores dão lugar às folhas...
o ciclo da vida não pára e cumpre-se! 
apenas e…assim, na sua perpétua e sublime simplicidade!

A FOLHA    


apenas sete dias após,  as flores murcham e cedem lugar aos frutos...
a Natureza vai-se completando e eu, pacientemente!!!!, aguardo o seu sabor...

O FRUTO   

Há Momentos Perfeitos.... (3).... PAZ!







segunda-feira, 25 de abril de 2016

Autoria e Agradecimento

Todos os textos e imagens são de autoria de Ana Souto de Matos.

Todos os direitos estão reservados.

São excepção as fotografias do Feto Real e do Cardo que foram cedidas pelo João Viola. As raras imagens captadas na Net com e sem identificação de autor, encontram-se devidamente referenciadas.