"Um dia, eu encontrarei as palavras certas e elas serão simples..." Jack Kerouac
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
terça-feira, 27 de agosto de 2019
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
Ficção Científica!
Teletransporto-me para junto de ti e agarro-me segura ao teu peito firme.
Aconchegados no colo um do outro percorremos a galáxia para além da última das últimas estrelas.
Não evitamos cometas, nem colisões com os meteoros...
Uma viagem sideral para lá dos confins do universo...
Enfim, caímos na escuridão de uma nova, que nos suga e absorve no seu buraco negro até adormecermos exaustos da viagem galáctica.
sábado, 20 de julho de 2019
sexta-feira, 5 de julho de 2019
[diálogos (2)] ...uma espécie de Marca...
- Estás com um olhar tão ausente daqui, mas tão preso num qualquer lugar.... - A Amiga proferiu para o ar, não esperando resposta.
Do outro lado porém, assim confrontado, o olhar focou-se de novo na realidade:
- Alguma vez tiveste alguém perto de ti, tão perto… os joelhos no solo, sobre a relva... tu, sentada no banco de jardim… a sua cabeça pousada nas tuas pernas, numa atitude de dádiva, de despojo? Assim tão próximo num momento de oferta de si em silêncio “aqui estou, mostro-me a ti, recebe-me como sou. Aqui estás, mostra-te a mim, aceito-te como és”? Alguma vez, assim num-sentir-sem-palavras, na plena sintonia desse toque breve? Apenas o rosto sobre os teus joelhos… num momento tão, tão simples mas tão, tão intenso, que os escassos minutos se tornam marca eterna gravada no coração e no pensamento? Alguma vez? - repetiu.
Maria abanou a cabeça numa negativa sem inveja, antes de desejo de ter vivido ou alguma vez poder viver algo de semelhante….
- Eu tive esse momento… faz muito, muito tempo, mas permanece ainda… permanecerá sempre.
De permeio, entre ambas apenas o silêncio e a imaginação a galgar os anos.
Insistiu: - Será que compreendes?
A Amiga pensou compreender!
De permeio, entre ambas apenas o silêncio e a imaginação a galgar os anos.
Insistiu: - Será que compreendes?
A Amiga pensou compreender!
quinta-feira, 4 de julho de 2019
quarta-feira, 3 de julho de 2019
terça-feira, 2 de julho de 2019
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
quarta-feira, 28 de março de 2018
Há gestos que iluminam os dias sem sol...
"Junquem de flores o chão do velho mundo:
Vem o futuro aí!
Desejado por todos os poetas
E profetas
Da vida,
Deixou a sua ermida
E meteu-se a caminho.
Ninguém o viu ainda, mas é belo.
É o futuro...."
.
Miguel Torga
.
[Há prendas boas...daquelas que iluminam o dia! Mesmo os dias sem sol!
Em formato de Poesia, dizem tanto, dizem mais ainda...
Obrigada Teresa]
.Obrigada Teresa]
sábado, 30 de dezembro de 2017
Olho para TI....
olho para TI…
O meu CORAÇÃO inquieta-se
olho para TI…
E não sei dizer o tempo deste SENTIMENTO…
(desde SEMPRE, é muito tempo?)
SEI –todavia-
que qual pequena NASCENTE que brota do degelo após o Inverno frio
e, num repente, já é regato
e, logo depois se transforma em riacho
este SENTIMENTO flui como um RIO nas minhas veias, atravessa o PENSAMENTO e alcança o CORAÇÃO.
olho para TI
e, num instante, já te transformaste em SEMENTE que com a água germinou e cresceu planta, depois ramos, a seguir ÁRVORE, enfim FRUTO.
olho para TI
E és PEDRA, ROCHA, negras penedias em XISTO, aldeias escondidas na SERRA, escarpados vales VERDES, cobertos de FLORESTA.
olho para TI
E reconheço-TE minha…
[Sabes?
É que tu e eu temos a mesma ALMA SERRANA, aquela que se entrega só depois de prova de LEALDADE,
após as tempestades invernosas e o ardente estio,
florindo só então –C O N F I A D A M E N T E- nos tons rosas e roxos da URZE bravia que, mais tarde, se transforma em travo agridoce de MEL.]
olho para TI
E vejo GENTE BOA, daquela gente que abre os braços para acolher quem a procura…
daquela gente que tem orgulho dos seus USOS,
dos seus COSTUMES,
da sua CULTURA,
da sua HISTÓRIA,
GENTE que tem ORGULHO em ser quem é… em ser DAQUI.
olho para TI
és o meu TEMPO sem tempo
porque tenho em mim MEMÓRIAS tuas de passado, sinto o teu PRESENTE nos meus dias
mas é o FUTURO que antevejo de quem deseja PERMANECER e ser FELIZ
olho para TI
e o meu coração inquieta-se…
Sinto que és a minha RAIZ
O meu CERNE
A minha MONTANHA
O meu TRILHO
A minha CASA
A minha FAMÍLIA
A minha VIDA.
olho para TI
e sinto A M O R
A M O R
E, o meu amor tem NOME PRÓPRIO!
Sabes que falo de ti, não sabes?
Natural e Simplesmente
És (a) Minha
LOUSÃ!
O meu CORAÇÃO inquieta-se
olho para TI…
E não sei dizer o tempo deste SENTIMENTO…
(desde SEMPRE, é muito tempo?)
SEI –todavia-
que qual pequena NASCENTE que brota do degelo após o Inverno frio
e, num repente, já é regato
e, logo depois se transforma em riacho
este SENTIMENTO flui como um RIO nas minhas veias, atravessa o PENSAMENTO e alcança o CORAÇÃO.
olho para TI
e, num instante, já te transformaste em SEMENTE que com a água germinou e cresceu planta, depois ramos, a seguir ÁRVORE, enfim FRUTO.
olho para TI
E és PEDRA, ROCHA, negras penedias em XISTO, aldeias escondidas na SERRA, escarpados vales VERDES, cobertos de FLORESTA.
olho para TI
E reconheço-TE minha…
[Sabes?
É que tu e eu temos a mesma ALMA SERRANA, aquela que se entrega só depois de prova de LEALDADE,
após as tempestades invernosas e o ardente estio,
florindo só então –C O N F I A D A M E N T E- nos tons rosas e roxos da URZE bravia que, mais tarde, se transforma em travo agridoce de MEL.]
olho para TI
E vejo GENTE BOA, daquela gente que abre os braços para acolher quem a procura…
daquela gente que tem orgulho dos seus USOS,
dos seus COSTUMES,
da sua CULTURA,
da sua HISTÓRIA,
GENTE que tem ORGULHO em ser quem é… em ser DAQUI.
olho para TI
és o meu TEMPO sem tempo
porque tenho em mim MEMÓRIAS tuas de passado, sinto o teu PRESENTE nos meus dias
mas é o FUTURO que antevejo de quem deseja PERMANECER e ser FELIZ
olho para TI
e o meu coração inquieta-se…
Sinto que és a minha RAIZ
O meu CERNE
A minha MONTANHA
O meu TRILHO
A minha CASA
A minha FAMÍLIA
A minha VIDA.
olho para TI
e sinto A M O R
A M O R
E, o meu amor tem NOME PRÓPRIO!
Sabes que falo de ti, não sabes?
Natural e Simplesmente
És (a) Minha
LOUSÃ!
Tributo à Lousã, enquanto sentido de Vida!
Ana Souto de Matos
Dezembro.2017
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
quarta-feira, 24 de maio de 2017
...O Mundo é um lugar estranho...
O Mundo às vezes magoa-me ao contrariar-me na minha visão de ser e de estar.
Ofende-me ao amputar-me os sonhos de uma Humanidade de Bem.
Susceptibiliza-me ao turvar o meu jeito de acreditar nas coisas e nas pessoas, em que prevalece o sentido do que é belo ou gentil ou luminoso ou terno ou tolerante ou na mesma linha de conduta, princípios e valores que se aprenderam e interiorizaram como válidos e próprios, numa cumplicidade de respeito e integridade pela Natureza, por nós e pelos outros.
O Mundo ofende-me ao fazer o elogio da pura maldade, da violência, da intolerância, da incompreensão, aberrações ao meu sentido quase estético de O idealizar.
O Mundo melindra-me com o seu mistério de construção que implica atrocidades e desvarios e que me constrange em perplexidades perante a pura iniquidade.
Quem definiu os conceitos? Como se estabilizaram estes, ao longo de todos os tempos, em torno do que foi e é considerado o Bem ou o Mal se o que prevalece é o negro e este impera sobre tudo como névoa nefasta?
O Mundo destrói-se a si próprio.
Não sou utópica, não sou ingénua.
Para haver o entendimento do sentido das coisas há que compreender a contradição, o reverso, a antítese, muitas vezes os “antípodas” das acepções do que existe ou pode existir, dos factos, dos acontecimentos, da própria espécie.
Contudo, há dias em que não é fácil acreditar em quer que seja, sobretudo perante um mundo doente, cada vez mais doente em que a metástase da doença se propaga funestamente a rapidez sónica.
Talvez seja esse o propósito: a inexorável destruição final e, a visão do Apocalipse há séculos anunciada, seja a verdadeira solução que determina uma nova era.
Terminarmos, enfim, numa grande Nova que dê origem a uma outra e renovada dimensão, porventura sem conceitos que a rotulem e condicionem.
É este o Mundo que criámos à imagem e semelhança dos mesquinhos mortais que somos?
domingo, 21 de maio de 2017
domingo, 23 de abril de 2017
quinta-feira, 20 de abril de 2017
quinta-feira, 6 de abril de 2017
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Viver é...
Viver é..
Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo.
Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera.
Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde.
Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções.
A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo.
A vida é a mais séria das coisas divertidas.
Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
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Autoria e Agradecimento
Todos os textos e imagens são de autoria de Ana Souto de Matos.
Todos os direitos estão reservados.
São excepção as fotografias do Feto Real e do Cardo que foram cedidas pelo João Viola. As raras imagens captadas na Net com e sem identificação de autor, encontram-se devidamente referenciadas.
Todos os direitos estão reservados.
São excepção as fotografias do Feto Real e do Cardo que foram cedidas pelo João Viola. As raras imagens captadas na Net com e sem identificação de autor, encontram-se devidamente referenciadas.






