Sábado, 15 de Outubro de 2011

à porta...



bateste à porta…
à minha porta
abri-te a porta de casa
abri-te a minha casa para ti
abri-me para ti

ficaste, ali…
à soleira
contemplando-me em ávido desassossego
querendo desesperadamente entrar
 
cumprimentámo-nos
à porta

e te fiz as honras, entra…
porém…

porém…
num sôfrego sufoco ficaste à porta
e,
da porta
e da porta... não passaste.


Texto:
a vez de Laura!!...
- Laura abriu as portas de sua casa, mas Tomás, contidamente, apenas permaneceu na soleira -
(um excerto de qualquer-coisa-que-vai-nascendo-por-aí....)




1 comentários:

Jorge Gonçalves disse...

Que pena!
Que mal empregada!
Gostei muito!